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O primeiro-ministro checo Mirek Topolanek garantiu que o seu país não vai bloquear o processo de decisão para a reforma institucional da União Europeia, que amanhã e sexta feira se discute em Bruxelas. Numa reunião com a chanceler Merkel hoje em Berlim, Topolanek disse acreditar que será possível conseguir um consenso, e que apenas rejeitaria o modelo anterior de Constituição ou situações de excepção injustas.
A República Checa dá assim luz verde ao Tratado Constitucional Europeu, cujo sistema de voto tem criticado. Uma posição que isola a Polónia, firme na defesa de um cálculo diferente na divisão dos votos e na necessidade de revisão das duplas maiorias (A dupla maioria estipula que uma decisão só é aprovada por maioria qualificada quando 55% dos estados, com um equivalente de 65% da população, votam a favor). Segundo o estado polaco, este é um mecanismo que beneficia países grandes como a Alemanha.
FONTE:
Na véspera do início da Cimeira em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, garante aos estados-membros mais inflexíveis que podem perder fundos comunitários se bloquearem o diálogo. Posições mais duras são contrárias ao interesse dos países, avisa, que devem estar abertos ao trabalho em conjunto para o bem-comum do projecto europeu.
“It is not in the interest of any member state to be in a position that is seen as hardliner. (…) The environment for a deal is clearly there. Please avoid appearing as blocking. This is not intelligent, this is not in your interest. Defend your positions, but don’t come with these red lines and vetoes.”
A mensagem tem como especial destinatário a Polónia, que se opõe à proposta de Tratado na mesa negocial, sobretudo quanto ao sistema de votos, que diz beneficiar os grandes estados-membros, em particular a Alemanha. Apesar do apelo de Barroso, o primeiro-ministro polaco, Jaroslaw Kaczynski, mantém que a posição do país será “defendida implacavelmente”.

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