Mikuláš Dzurinda, líder do SDKU-DS e actual primeiro-ministro, comanda há quase oito anos os destinos da Eslováquia (1998-2002 e 2002-2006), sendo um dos grandes responsáveis pela aproximação do país à União Europeia. A nível interno, no entanto, a coligação governamental que dirige sucumbiu na recta final – depois das dissidências de dois partidos (o Movimento Cristão Democrático (KDH) e a Aliança de Novos Cidadãos (ANO).

  • É em Julho de 1998, cinco anos e três governos depois da independência eslovaca, que Dzurinda inicia a sua trajectória para o Governo, ao fundar a coligação SDK, que albergava cinco partidos – o KDH, o Partido Democrático (DS), a União Democrática (DU), o Parido Social-Democrata da Eslováquia (SDSS) e o Partido dos Verdes da Eslováquia (SZS).
    • Com essa coligação, o cristão-democrata ruma à vitória nas eleições legislativas de Setembro, mas as negociações que o levam ao poder deixam duas dessas forças para trás (social-democratas e os verdes), incorporando por sua vez três partidos exteriores – o Partido da Esquerda Democrática (SDL), o Partido da Coligação Húngara (SMK) e o Partido da Compreensão Cívica (SOP).
    • Em Novembro de 2000, no entanto, o primeiro-ministro decide criar a sua própria força partidária – a União Democrática e Cristã da Eslováquia (SDKU) –, extinguindo a coligação. Mas nenhuma facção sai do Governo até ao fim do mandato.
    • Nas eleições de 2002, apesar de ficar em segundo lugar com 28 deputados, atrás dos nacionalistas do HZDS, que obtiveram 36 mandatos, o SDKU constituiria Governo com outros três partidos – para além dos húngaros do SMK (20 deputados) e dos cristãos-democratas do KDH (15 deputados), que já o tinham acompanhado na última legislatura, Dzurinda contava agora com a recém-criada ANO – Aliança de Novos Cidadãos (15 deputados).
    • Uma maioria ténue de 78 parlamentares sustentaria o novo Governo, o que se revelou suficiente até Setembro de 2005, altura em que os cristãos-democratas do KDH abandonaram o Executivo eslovaco. A partir daí, a base que suportava o chefe do Executivo começou a desmoronar-se, culminando com a saída de boa parte do partido ANO, em Fevereiro de 2006. Um mês antes, o SDKU absorveria o Partido Democrático, formando um novo SDKU-DS.

    Boa parte das principais medidas políticas de Mikuláš Dzurinda visaram uma liberalização da economia, quer através da harmonização do sistema fiscal, quer introduzindo os privados no sistema de saúde e no sistema de pensões ou lançando ainda um vasto programa de privatização de empresas.

      COORDENADAS ÚTEIS:

      IFES Election Guide

      Gabinete de Estatísticas da Eslováquia

      Governo da Eslováquia

      Parlamento da Eslováquia

      BBC

      Zárate’s Political Collections (ZPC)

      CIA World Factbook

      Partido SMER (em eslovaco)

      Partido SDKU-DS

      Partido SNS (em eslovaco)

      Partido SMK-MKP

      Partido L’S-HZDS (em eslovaco)

      Partido KDH (em eslovaco)

      Partido KSS