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O Tratado de Maastricht foi assinado há 15 anos. A propósito da efeméride, Joaquín Almúnia, Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, num artigo publicado hoje no “Diário Económico” (pag 39), sublinha a importância deste passo na integração europeia, ressalvando a necessária disciplina para “quanto que resta por fazer”.

“O euro é o maior símbolo da integração europeia. Mas ele é mais que um símbolo! É característico do ser humano ter memória selectiva e uma tendência para realçar o aspecto negativo das coisas, em detrimento do positivo, sobretudo quando estamos perante factos adquiridos. Mas os factos falam por si mesmo.”

Sobre o assunto, pode ler-se também a opinião de Joaquín Almúnia na página da Comissão Europeia.

A RTPN estreia hoje, às 19h50, o “Diário da Europa”. Este será o único programa televisivo diário, em Portugal, sobre a União Europeia: de segunda a sexta-feira, antes das 20h, há um briefing de dez minutos sobre o que de mais relevante se passou nesse dia nas instituições europeias. Ao sábado de manhã vai para o ar um especial de 25 minutos.

Em complemento, o “Diário da Europa” mantém também um site, com aprofundamento de dossiers e actualização diária.

O projecto “pretende tornar a União Europeia mais transparente e compreensível para todos, de modo a que cada português se sinta, cada vez mais, identificado com a UE“. 

in Diário da Europa”

O comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, lança pistas no jornal The Guardian para compreender o statu quo do Reino Unido na União Europeia de hoje.

“There is a paradox in our relationship to Europe. While successfully putting Britain in a far more influential position in the EU than our critics give credit for, Labour has failed to confront the visceral anti-Europeanism in British political culture”

Críticas à ideologia vigente. O economista Martin Hutchinson analisa o actual momento e propõe alternativas no think thank The Globalist:

“The world forces that produced globalization and the attempt to “democratize” the Middle East appear to have been temporary, and are being superseded by new pressures”

É uma controvérsia antiga, que promete não acabar. O genocídio arménio é posto em causa pelo investigador turco Nursen Mazıcı, num artigo do Turkish Daily News:

Since 1965 there has been an unfounded allegation that genocide was carried out against 1,500,000 Armenians by the Ottoman government in 1915 during World War I“.

COORDENADAS ÚTEIS:

Instituto Nacional Arménio

Wikipedia

BBC

Denis MacShane, deputado britânico pelo Labour e antigo ministro para a Europa, questiona a atitude da União Europeia face à Turquia, num artigo publicado no Finantial Times:

Europe is doing its level best to tell Turkey it is no longer wanted as part of the European Union. It is a high-risk game with little to gain and a great deal to lose. How much longer will this secular, democratic, Muslim country look westwards to a European future, instead of turning east?

Sedat Laciner, director da ONG turca International Strategic Research Organization (USAK – ISRO), analisa no jornal Turkish Weekly a possível entrada da Turquia na União Europeia:

Turkey definitely will have to fulfill the demands of the EU. But the EU should at least meet the basic principles such as pacta sund servanda and being honest. Turkey’s objective since 1959 has been full membership and the EU confirmed this in every agreement. But it failed to take action. For example, according to the documents approved by the EU, the Turks should have been granted the freedom of movement in the EU beginning from the early 1990s. If one checks the statements of the EU on Cyprus in 1994, the Greek Cypriots should have been punished and the Turkish Cypriots should have been saved from isolations. The EU insincerity list can be extended, but there is no need to do that. It might be profitable for Turkey to reassess its EU process as soon as possible.

O “Diário de Notícias” questiona alguns eurodeputados sobre se o Parlamento Europeu deve ter uma única sede em Bruxelas, pondo um fim ao designado “circo em viagem“: as deslocações de 700 eurodeputados e assistentes, mensalmente, de Bruxelas para Estrasburgo.

É importante que na próxima revisão do tratado este aspecto seja contemplado [mudança da sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo] e que haja coragem de enfrentar as resistências, que são, sobretudo, da França.”

Ana Gomes, Eurodeputada pelo PS

“Eu sou a favor de uma única sede do PE, por razões práticas e também financeiras, porque o argumento de que custa pouco aos cidadãos é falacioso, pois se multiplicarmos vemos que são muitos milhões de euros que são gastos por ano.”

Duarte Freitas, Eurodeputado pelo PSD

“A existência de duas sedes do PE tem uma justificação histórica que, passados 50 anos, deixou de fazer sentido, além de que a produtividade do PE fica afectada pela deslocação constante dos eurodeputados.”

Luís Queiró, Eurodeputado pelo CDS-PP

“Não assinámos a petição [que pede que o PE se concentre na capital belga] porque a sede não tem de ser em Bruxelas. A descentralização é importante e a partilha entre países pode ter interesse. (…) É, porém, importante que a UE reduza custos em vários aspectos da sua burocracia, como mecanismos na área da defesa ou da propaganda, que não é pluralista.”

Ilda Figueiredo, Eurodeputada pelo PCP

“Não assinei a petição porque considero que é populista e omite que onde o PE gasta mais dinheiro é em Bruxelas e não em Estrasburgo. A maior parte das pessoas que apoiaram são eurocépticos e isso explica o elevado número de assinaturas.”

Miguel Portas, Eurodeputado pelo Bloco de Esquerda

Em causa está um montante anual de 200 milhões de euros. A eurodeputada liberal sueca Cecilia Malmström lançou em Junho uma campanha de sensibilização dos cidadãos para a situação. Mais de um milhão assinou já uma petição, mas há quem levante dúvidas sobre a vantagem de centralização burocrática em Bruxelas.

Pormenores da campanha e assinatura em www.oneseat.eu.

Teresa de Sousa, na sua coluna “Sem Fronteiras”* do jornal Público de hoje, disserta sobre as políticas de integração das comunidades islâmicas no Reino Unido:

O fracasso do multiculturalismo foi ter-se transformado numa ‘pluralidade de monoculturas separadas,’ negando aos membros de uma comunidade a possibilidade de escolha. Isto equivale a dizer que a identidade cultural e religiosa termina onde começam os direitos e liberdades individuais de cada um – o princípio fundador das sociedades democráticas liberais.”

A jornalista baseia-se no artigo “Multiculturalism: unfolding tragedy of two confusions“, escrito pelo Prémio Nobel da Economia Amartya Sen, no Financial Times de 21 de Agosto.

*[texto completo disponível apenas para assinantes do Público]

O escritor Andrey Kurkov faz um retrato do ditador bielorrusso Alexander Lukashenko na revista New Statesman:

«(…) Lukashenko, miffed with the Russians, continues to go about his favourite business: fighting his enemies. The enthusiasm with which he does this has won him a place on the list of the world’s dictators. (…)»

AUTORES

Cristina Silva Bastos

Vítor Rodrigues Oliveira

europaboulevard@gmail.com

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